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Estratégias do golfe beneficiam empresas

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Publicado em: 01/03/2010

Autocontrole, determinação e foco. Essas três habilidades podem muito bem ser atribuídas a um executivo de sucesso. Mas também são requisitos para a prática de um esporte que é, cada vez mais, um retrato do mundo corporativo ideal, no qual o autoconhecimento e o respeito ao próximo caminham juntos para a total realização de metas.

As habilidades exigidas pela prática do golfe chamaram a atenção de empresários e líderes políticos que passaram a utilizar o jogo como uma forma de aprofundar o relacionamento antes de negociações importantes. Se, no golfe, o bom combate não pode prescindir da pontualidade, da precisão e da honra, para a All Tasks tais características fazem parte das suas diretrizes.

A empresa tem espelhado suas estratégias, conduta e até mesmo suas diretrizes, que recentemente foram reformuladas, nesse esporte. A premissa é: para ser um bom golfista é preciso autocontrole, determinação e foco, assim como para uma organização ter sucesso também são necessários esses fundamentos. “Os ensinamentos do golfe sempre fizeram parte de nossas negociações e rotina”, diz Thiana Donato, fundadora e diretora da All Tasks. “Essa associação da marca favoreceu o desenvolvimento de nossas equipes, que encontraram no esporte os valores de ética e integridade”, completa.

Ações de marketing de relacionamento também são espelhadas nos ensinamentos como estratégias para aproximar e construir relacionamentos entre corporações e clientes, aumentando a confiança e credibilidade entre ambos. “Eventos nos quais os participantes são convidados a participarem de aulas de golfe, por exemplo, são extremamente atraentes, além de proporcionarem um momento de contato com a natureza muito prazeroso”, explica Guillermo Piernes, consultor e diretor do site Golfe & Negócios, autor dos livros “Liderança e Golfe: o poder do jogo na vida corporativa” e “Tacadas de Vida: razões para jogar e sentir o golfe”.

Os valores peculiares da prática do golfe, como integridade, dignidade e superação de desafios, já foram percebidos por grandes marcas. A Rolex, por exemplo, há 43 anos se uniu aos campeões do esporte para propagar toda a nobreza que pode haver no jogo, o que, de certa forma, enfatiza o conceito da marca. Um bom exemplo é o anúncio produzido em 2004, para revistas de golfe por conta da conquista do Masters por Phil Mickelson. A foto descontraída do jogador transmitia a mensagem de missão cumprida e a frase resumia bem o que representa o esporte no mundo. “O objetivo do golfe não é simplesmente vencer. É jogar como um cavalheiro e... vencer!”

“O golfe pode ser jogado individualmente ou em grupos de dois a quatro jogadores, e o único adversário do golfista é o próprio campo. Assim, o resultado do jogo depende, exclusivamente, do esforço de cada jogador.”, explica Piernes. Em cada partida é possível conhecer detalhes da personalidade de cada jogador, como equilíbrio emocional, foco, concentração e percepção estratégica: habilidades imprescindíveis dos grandes líderes, completa o consultor.

O golfe (ou, em inglês, golf – taco) tem uma origem controversa. Historiadores atribuem o surgimento do esporte no ano de 1400 (d.C.), na Escócia, mas há quem diga que seria uma derivação de um antigo jogo romano, a paganica, praticado nos séculos XVII e XVIII. Em todo caso, o esporte conquista cada vez mais adeptos, movimentando, segundo dados da FPG (Federação Paulista de Golfe), índices superiores a 18 bilhões de dólares por ano, apenas nos Estados Unidos – país que possui mais de 30 milhões de adeptos. Já o Brasil, de acordo com a FPG, possui atualmente cerca de 15 mil praticantes de golfe e 62 campos oficiais.
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